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Luciano Coutinho e Roland de Bonadona, presidente da CCFB

A equipe da Retoque Comunicação participou da cobertura de evento fechado, na Maison Saint-Gobain, entre empresários franceses e brasileiros associados da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCFB-SP) e Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Luciano Coutinho acredita que a receita para o Brasil sair da crise é iniciar uma política de investimentos induzidos para estimular a economia o que, na visão dele, poderia viabilizar o ajuste fiscal por meio do crescimento da arrecadação.

Como não há recursos públicos suficientes, a fórmula seria apostar em dois motores: projetos de Participação Público-Privada (PPPs) e de concessões (para infraestrutura) e no aumento líquido das exportações brasileiras.

Para o presidente do BNDES, os motores de aumento do crédito para consumo e das commodities, principalmente o petróleo, não estão em condições de serem utilizados para a expansão econômica. Já as PPPs e as concessões poderiam ser vetores de crescimento. Na carteira do banco, segundo Coutinho, existem R$ 57 bilhões em projetos de energia elétrica, R$ 8 bilhões para aeroportos, R$ 9 bilhões para ferrovias e R$ 55 bilhões em rodovias. Uma das maneiras para destravar essas iniciativas seria a criação de um Fundo Garantidor, medida sobre a qual a instituição já está debruçada.

Coutinho acredita que o Banco Central deve tomar medidas para que o câmbio não valorize muito, assegurando assim a competitividade dos produtos fabricados no Brasil. No que toca ao agronegócio, a melhoria da logística já bastaria. No que toca a bens de capital, automóveis, químicos e farmacêuticos, a ideia seria avançar na manufatura de quarta geração, e fortalecer o sistema de apoio a exportação, tanto no pré-embarque quanto no pós-embarque.

Na visão do presidente do BNDES, as consultas ao banco pararam de cair, o que indica que a economia já estaria retomando o caminho da normalidade. Nesse contexto, Coutinho acredita que a adoção da sua agenda de crescimento, por meio da indução de investimentos privados, poderia fazer o Brasil voltar a ter taxas de crescimento de 3% a 3,5% ao ano.

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