Iniciativa da Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo reúne 400 empresários

Em seu primeiro evento oficial como ministro da Fazenda, Henrique Meirelles anunciou, a uma plateia de cerca de 400 empresários, uma série de medidas de redução substancial de despesas públicas como forma de abrir caminho para a retomada do crescimento no Brasil.

O evento, realizado no dia 30 de maio em São Paulo, foi promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB-SP), e contou o trabalho da Retoque Comunicação para organizar toda a logística de imprensa. O encontro foi acompanhado por mais de 40 jornalistas da mídia nacional e estrangeira.

Meirelles apresentou um diagnóstico da atual situação econômica brasileira e antecipou alguns ajustes que pretende tomar para frear definitivamente a trajetória de crescimento dos gastos públicos.

De acordo com o ministro, a proposta de curto prazo é melhorar a relação de entre a dívida pública o Produto Interno Bruto (PIB). “O nível de atividade econômica passa por um cenário de inflexão e, portanto, as medidas devem endereçar diretamente as razões da queda de crescimento, da atividade e da confiança, bem como começar a tomar as medidas macroeconômicas para que o Brasil volte a crescer”, afirmou.

“A economia deve dar sinais de reaquecimento logo nos próximos trimestres, sobretudo com a volta da confiança das empresas e do próprio consumidor”, acrescentou. Segundo Meirelles, o desafio de reverter o processo virá com a confiança na sustentabilidade da dívida pública.

O ministro ressaltou que a situação macroeconômica tem de estar ajustada para liberar o setor produtivo a voltar a investir e a gerar emprego e renda. A ideia, segundo Meirelles, é estabilizar a inflação e ter crescimento zero nos gastos públicos, limitado apenas à inflação do ano anterior. “Essa estratégia dará maior previsibilidade em relação ao crescimento da dívida e permitira a redução do risco-Brasil”, destacou.

Meirelles fez questão de reforçar o diagnóstico realista da atual situação das contas públicas feito pelo governo, com a nova meta fiscal que permite um déficit de até R$ 170,5 bilhões para as contas do governo central em 2016, ou 2,75% do PIB. O ministro também apresentou algumas o previsões para a economia em 2016. Segundo ele, o PIB deve registar recuo de 3,9% e o crescimento nominal da receita liquida pode chegar a R$ 50 bilhões, o que equivale a uma alta de 2% em termos reais.