Os canais digitais de vendas devem ter linguagem unificada com os demais pontos comerciais nas empresas. As companhias devem integrar as campanhas de marketing dentro de uma mesma estratégia para os sistemas online o offline de comércio de produtos ou serviço.

A afirmação é de Luciana Milanez, gerente de comunicação e marketing do Grupo Seta, rede varejista e atacadista de supermercados, com cerca de 50 lojas espalhadas pelo Estado de São Paulo. Luciana foi uma das convidadas da Comissão de Transformação Digital da Câmara de Comércio França-Brasil (CCFB-SP) para debater o papel das tecnologia como ferramenta de vendas, em evento realizado na sede da entidade em São Paulo.

A mesa de debates contou também com a participação de Alexandre Brunchport, diretor de televendas e ecommerce da Wurth, fabricante alemã de equipamentos para os setores automotivo, logística e construção civil, e de Daniel Focas, gerente de ecommerce da Grand Cru, rede varejista de vinhos.

Segundo Luciana, os clientes devem ser atendidos da mesma forma em todos os canais de vendas da companhia, independente da plataforma on ou offline. “Para ter sucesso em vendas, é preciso ter consistência em todos os canais”, disse. A gerente de comunicação contou que uma das estratégias no marketing foi a aposta nos canais digitais durante a semana para comunicar ofertas e promoções. “Deixamos nosso tabloide apenas nos finais de semana e, no restante dos dias, utilizamos e-mail marketing e campanhas no Facebook, o que nos trouxe bons resultados comerciais”, revelou.

No caso da Wurth, que no Brasil possui cerca de 1,2 mil vendedores espalhados, a estratégia comercial foi comissionar os profissionais mesmo quando a venda acontece no ecommerce. “Como nossos vendedores estão no dia a dia com os clientes, não poderíamos deixar que o nosso canal digital de vendas fosse uma espécie de concorrente deles. Com a comissão garantida independente do canal, a Wurth tem 1,2 mil vendedores promovendo diariamente o nosso ecommerce”, comentou Brunchport.

Já na Grand Cru, o ecommerce passou a ser estratégico de dois anos para cá. Daniel contou que a empresa havia lançado o site de vendas apenas para ofertar os produtos que estavam parados no estoque. “Com o tempo, percebemos que o desempenho do nosso ecommerce e passamos a adotar uma estratégia mais agressiva nesse canal. No final das contas, a nossa loja virtual, além de garantir um bom volume de vendas, também contribui para o aumento de atividade nas lojas físicas”, apontou.