Quem já não teve uma reação impensada que gerou atritos no trabalho, na família ou nas relações de amizade? Às vezes, essas atitudes provocam abalos duradouros na carreira ou nas tratativas sociais. A pergunta é: por que realizamos ações que sabemos que são equivocadas e que podem nos prejudicar? Foi para responder esse questionamento que o consultor José Fornari escreveu o livro “O Executivo na Essência”, resultado de quatro anos de pesquisa do profissional que foi gestor de Recursos Humanos de empresas como Johnson & Johnson, Claro e Brasil Telecom.

Fornari participou de reunião na Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCFB-SP), promovida pela associado Grupo Meta RH. Segundo ele, a resposta para essa questão está em nossa programação genética. O ser humano é um animal que busca prazer imediato, tenta evitar a dor a qualquer custo, foca nos próprios interesses e na sobrevivênica, além de ser essencialmente egoísta e competitivo. Foram essas características que garantiram a preservação da espécie no tempo em que vivia nas cavernas. Com a evolução da sociedade – e a consequente sofisticação da cultura e dos ambientes organizacionais-, esses atributos muitas vezes se transformaram em sabotadores. Algo que Fornari chama de “animais que vivem em nossas mentes”.

O consultor avisa que somente com a parte consciente do cérebro é possível domesticar esses “animais”. Eles costumam tomar conta da mente quando o ser humano encontra-se ameaçado ou frente a possibilidades de prazer imediato. Os alarmes que mostram esse controle indevido são: fortes sentimentos, pensamentos conflitivos, crenças irracionais e desejos compulsivos. Para Fornari, ao percebemos qualquer um desses alarmes, a melhor estratégia é refletir antes e agir depois. Provavelmente, uma incompetência terá sido evitada.