Dados do Instituto Brasileiro de Economia e Estatística (IBGE) mostram que a participação do terceiro setor é de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB), o que significa um montante de aproximadamente R$ 32 bilhões. Para debater a importância das ações de comunicação na área, a Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB-SP) reuniu especialistas que estão desenvolvendo práticas de sucesso.

Para Letícia Pettená, que depois de passar por grandes agências, decidiu empreender e abrir a agência de gestão de marcas SAL, um dos grandes desafios é identificar alguns pilares que vão nortear a empresa. “Parar para responder a perguntas como, por exemplo, por que a minha empresa deve existir? O que ela faz de inovador? Para qual público? Qual é a causa que mobiliza?, é essencial”, explicou. “O trabalho para aumentar a relevância, estimular o engajamento e gerar resultados positivos envolve um mergulho e um planejamento detalhado de ações”, sinalizou Letícia.

Ainda na linha sobre a importância da comunicação com os stakeholders envolvidos, Eduardo Pacheco e Chaves, da Hurra!, defendeu a importância de identificar diferentes cenários, estar preparado para mudar a rota do projeto e das ações idealizadas. “Buscamos sempre mostrar para os nosso parceiros os resultados que a Hurra! Vem conquistando nas escolas, com dados e estatísticas”, disse Chaves. “A Hurra! é uma associação criada em 2009 com o intuito de disseminar o uso do esporte Rugby como ferramenta de formação de valores para a transformação da sociedade”, ressaltou.

Marcelo Haydu, diretor e um dos fundadores do Instituto de Reintegração do Refugiado, mais conhecido como ADUS, apresentou o trabalho desenvolvido para aumentar a visibilidade, reunir voluntariados, ter um sede próprias e criar ações efetivas de auxílio aos refugiados. “Nosso desafio é ajudar estrangeiros vitimas de migrações forcadas na cidade de São Paulo, a fim de reduzir os obstáculos que enfrentam para a reintegração na sociedade”, explicou.

Atualmente, o ADUS recebe cerca de 500 refugiados por mês, que são provenientes de mais de 50 nacionalidades, sobretudo Síria, Congo, Palestina, Angola e Colômbia. “Desenvolvemos quatro projetos que envolvem aulas de português, apoio para ações que fomente o trabalho e a renda, psicólogo e facilitador social”, exemplificou Haydu. “Nossa grande aposta é na sociedade civil. Acreditamos que juntos podemos transformar as relações e mudar a concepção sobre os refugiados”, enfatizou.

De acordo com Marc Tawil, da agencia Tawil Comunicação e vice-coordenador da comissão, as empresas precisam ampliar a visão sobre a importância do projetos que estão sendo desenvolvidos pelo terceiro setor. “Não se trata apenas de direcionar um aporte mensal para uma determinada instituição, é preciso estar engajado e realmente participar para que causa ganhe relevância”, disse.

“Os desafios são enormes, mas o compartilhamento de experiências em setores distintos faz toda a diferença para quem já atua no terceiro setor e para os que desejam realizar essa jornada”, completou Jean Saghaard, coordenador da comissão.

Quer conhecer um pouco mais sobre as iniciativas?

ADUS: http://www.adus.org.br/

Hurra!: http://www.hurra.org.br/